Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Como a Cooley usa IA no trabalho jurídico para acelerar IPOs

Como a Cooley usa IA no trabalho jurídico para acelerar IPOs
A Cooley criou o GO Public, um sistema baseado no ChatGPT Work que usa IA para organizar informações e acelerar a preparação de IPOs.

Índice

Tempo de leitura: 4 minutos

Olá, é um prazer inenarrável estar mais uma vez escrevendo este post. Preparar uma oferta pública inicial de ações, ou IPO, envolve milhares de tarefas, documentos e decisões que precisam avançar quase ao mesmo tempo. A Cooley, escritório internacional especializado em mercados de capitais, está usando IA no trabalho jurídico para reorganizar essa preparação e permitir que seus advogados se concentrem nos pontos que exigem mais experiência.

A iniciativa se chama GO Public e foi desenvolvida com base no ChatGPT Work. Segundo a OpenAI, o sistema combina informações fornecidas pelo cliente, fontes públicas e precedentes selecionados para criar um ponto de partida mais adaptado a cada operação. A promessa não é simplesmente fazer o trabalho jurídico mais rápido. O objetivo é chegar antes a uma base de qualidade, deixando o julgamento profissional no centro das decisões.

Como a IA no trabalho jurídico está sendo aplicada pela Cooley

A Cooley atua com empresas que estão se preparando para entrar no mercado de ações. Em 2025, o escritório afirma ter assessorado 180 operações em todo o mundo, com volume total superior a US$ 51,5 bilhões. Nesse contexto, a preparação de um IPO exige a análise e a coordenação de uma quantidade enorme de informações.

Antes do GO Public, as equipes normalmente começavam com documentos de uma empresa semelhante e adaptavam esse material às circunstâncias do novo cliente. A nova abordagem tenta inverter essa lógica: primeiro reúne as informações do próprio cliente, depois incorpora fontes públicas relevantes e precedentes jurídicos cuidadosamente selecionados.

O sistema foi criado por engenheiros jurídicos, profissionais de inovação e advogados da Cooley. Esse grupo transformou parte da experiência acumulada pelo escritório em um fluxo controlado de agentes de IA. Eles analisam informações e organizam resultados para que os advogados possam revisar e validar o trabalho antes de utilizá-lo.

IA no trabalho jurídico não elimina a revisão dos advogados

Um dos pontos mais importantes do GO Public é a divisão clara entre o que pode ser automatizado e o que precisa da intervenção humana. O chamado mecanismo agêntico define quais etapas os agentes podem executar, em quais momentos os advogados devem revisar o resultado e como as diferentes partes do processo são reunidas.

Essa estrutura é especialmente relevante em um IPO. Documentos jurídicos podem influenciar decisões financeiras, obrigações regulatórias e a forma como uma empresa apresenta sua história ao mercado. Um sistema pode ajudar a encontrar padrões, organizar dados e sinalizar possíveis questões, mas não substitui a responsabilidade profissional de avaliar se uma informação está correta e juridicamente defensável.

David Wang, diretor de inovação da Cooley, descreve esse conhecimento incorporado ao sistema como uma espécie de experiência acumulada a partir de análises anteriores. Na prática, a ferramenta funciona como uma primeira triagem inteligente: reduz o trabalho manual de reunir e separar informações, sem transformar a resposta da IA em uma decisão final.

O impacto da IA no trabalho jurídico sobre advogados e executivos

Para a Cooley, o ganho principal está em concentrar o esforço humano nas áreas de maior valor. Em vez de gastar tanto tempo fazendo uma primeira organização do material, os advogados podem revisar questões mais relevantes, desafiar informações de divulgação e aplicar conhecimento sobre o mercado e a estratégia da operação.

Dave Peinsipp, sócio e co-presidente do grupo global de mercados de capitais da Cooley, afirma que a preparação de um IPO consome uma parcela significativa da atenção da administração de uma empresa. Ao acelerar as etapas intensivas de preparação, o escritório pretende devolver tempo aos executivos para que eles se concentrem no negócio, na narrativa da empresa e nas decisões que moldarão a oferta.

Essa diferença ajuda a explicar por que a iniciativa não é apresentada apenas como uma ferramenta de produtividade. Fazer as mesmas tarefas mais depressa seria útil, mas limitado. A proposta é alcançar mais cedo um ponto de partida sólido, no qual a experiência dos profissionais possa ser aplicada às questões realmente decisivas.

O que a IA no trabalho jurídico revela sobre o futuro dos mercados de capitais

A experiência da Cooley também mostra uma mudança mais ampla na adoção de inteligência artificial em setores regulados. Em áreas nas quais precisão, responsabilidade e confidencialidade são essenciais, a automação precisa ser acompanhada por controles, revisão e definição clara de responsabilidades.

A OpenAI apresenta o GO Public como parte de uma transformação mais ampla na forma como o trabalho de mercados de capitais pode ser realizado. A Cooley, por sua vez, vê potencial para aplicar a abordagem não apenas a IPOs, mas também a outras transações desse segmento.

O caso sugere que a IA no trabalho jurídico tende a avançar menos pela substituição completa dos profissionais e mais pela reorganização do caminho até a decisão. A tecnologia cuida de uma parte maior da busca, da síntese e da preparação; os especialistas continuam responsáveis por interpretar, questionar e decidir.

Conclusão: a IA no trabalho jurídico funciona melhor como preparação inteligente

O GO Public representa uma aplicação concreta de IA no trabalho jurídico: um sistema que analisa grandes volumes de informação, estrutura um ponto de partida e direciona a atenção dos advogados para as decisões mais importantes. A resposta para a questão inicial está justamente aí: acelerar um IPO não significa retirar os profissionais do processo, mas reduzir o tempo gasto nas etapas que impedem sua experiência de aparecer onde ela é mais necessária.

Para escritórios e empresas, a lição é prática. Uma solução de IA tende a ser mais útil quando combina conhecimento especializado, fontes bem selecionadas, fluxos controlados e revisão humana. Sem esses elementos, a automação pode apenas produzir respostas mais rápidas. Com eles, pode ajudar equipes a trabalhar com mais contexto, responsabilidade e foco.

Fontes


CONTINUE NO PLANKSNET


Ajuste fino do Nemotron alcança resultados de nível ouro na IOI e na IMO
7 min de leitura
A NVIDIA afirma que o ajuste fino do Nemotron levou modelos especializados a resultados de nível ouro na IOI 2026 e na IMO 2026, combinando treinamento, aprendizado por reforço e revisão iterativa.
Liquid AI lança modelos d1 multimodais para decisões na borda
5 min de leitura
A Liquid AI lançou o d1-3B e o experimental d1-omni-600M, modelos abertos e multimodais criados para decisões rápidas em dispositivos de borda.

RECENTES

DOCA GPUNetIO unifica a comunicação iniciada pela GPU no stack da NVIDIA
A NVIDIA ampliou o DOCA GPUNetIO como uma base unificada para comunicação iniciada pela GPU, integrando recursos de RDMA, Ethernet e DMA a bibliotecas como NCCL e NVSHMEM.
Google lança EmbeddingGemma 2, modelo multimodal leve para IA no dispositivo
A Google anunciou o EmbeddingGemma 2, modelo multimodal aberto que transforma texto, imagem, áudio e vídeo em embeddings para busca e recuperação diretamente em dispositivos locais.

LEIS MAIS

NVIDIA usa gêmeos digitais para validar mudanças em fábricas de IA
A NVIDIA apresentou uma abordagem que combina o DSX Air, o Brev e agentes de IA para testar configurações e integrações de fábricas de IA antes da implantação física.
NVIDIA lança AICR v1.0 para configurar clusters de GPUs de forma aberta e verificável
A NVIDIA lançou o AICR v1.0, projeto aberto que organiza receitas versionadas, gera artefatos de implantação e valida configurações de clusters de GPUs para Kubernetes.